EXEMPLO DE HUMANIDADE, CAMPEÕES DENTRO E FORA DE CAMPO

CrisChris (à esquerda) e Ma’ake Kemoeatu, irmãos campeões da NFL por arquirrivais

Ma’ake e Chris Kemoeatu estão na história da NFL: os irmãos de Tonga, ilha no Oceano Pacífico, foram campeões dentro de campo e por arquirrivais – o primeiro, defensive tackle, ganhou o Super Bowl pelo Baltimore Ravens há dois anos; já o segundo, offensive guard, ficou com o título em 2005 e 2009 atuando pelo Pittsburgh Steelers.

E, recentemente, escreveram nova página, agora fora de campo. O irmão mais velho Ma’ake, de 35 anos, deixou os Ravens após a conquista de 2012 para doar um rim a Chris (31), que sofre com problemas renais desde a adolescência.

O transplante bem-sucedido aconteceu no último dia 27 de agosto no centro médico da Universidade de Maryland pelas mãos do doutor Stephen Bartlett. Ambos se recuperam da operação e já sabem que não poderão voltar aos campos.

“Ele não poderia jogar nunca mais, eu não queria estar na situação na qual ele não poderia jogar, mas eu continuaria”, afirmou Ma’ake Kemoeatu. “Assim que eu soube que a saúde do meu irmão estava em risco (em 2012), eu queria parar tudo.”

“Eu sou o mais velho das sete crianças, e é minha responsabilidade cuidar de irmãos e irmãs mais novos. Se meus irmãos caçulas precisam de sangue, será meu sangue. Se eles precisam de um rim, terá de ser o meu rim”, garantiu o ex-jogador.

A cirurgia demorou um ano e meio para acontecer, no entanto, por alguns motivos. O primeiro, o peso de Chris. “Quando eu encontrei Chris pela primeira vez, eu disse ‘385 pounds (175 kg) é um novo recorde'”, revelou o doutor Bartlett. Além disso, o rim de Ma’ake era 1,5 vezes maior do que o normal. “Cara, quando aquilo saiu, eu senti que como se alguém me tirasse uma pequena bola”, brincou o ex-jogador do Baltimore Ravens.

Outra causa do atraso: durante o processo de preparação para a cirurgia, Chris Kemoeatu descobriu que precisaria colocar um bypass coronário.

O ex-atleta dos Steelers afirmou que o transplante foi uma experiência de humildade. “Isso, definitivamente, nos deixou mais próximo como irmãos”, assegurou.

Fonte: ESPN.com.br – postado às 13:04

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Sérgio Leandro

Formado em Administração de Empresas, Especialização em RH, Analista em Esportes.
 
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