MORRE O ESCRITOR ARIANO SUASSUNA

ArianoAriano Suassuna tinha uma relação de amor com o Sport (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

Morreu no Recife, nesta quarta-feira (23), o escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna, aos 87 anos. Ele estava internado desde a noite de segunda (21) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Português, onde foi submetido a uma cirurgia na mesma noite após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico. Segundo boletim médico, o escritor faleceu às 17h15. “O paciente teve uma parada cardíaca provocada pela hipertensão intracraniana”.

Um dos maiores romances de Ariano Suassuna foi vivido, não escrito. A morte do escritor e dramaturgo, aos 87 anos, põe fim a uma relação de amor que brotou ainda na infância, no início dos anos 30, e o acompanhou pela vida inteira. O Sport Club do Recife foi parte importante da vida do paraibano.

Nascido em João Pessoa, mudou-se para o Recife dez anos depois, em 1937. Na capital pernambucana, incentivado pelo irmão Marcos, jogador de basquete do Sport, alimentou ainda mais o sentimento de torcedor nutrido desde menino, no sertão da Paraíba.  Nos últimos tempos, costumava aparecer vestido com o tradicional traje vermelho e preto, batizado pelo próprio de “Sport Fino”.

Ariano fazia questão de destacar a importância do clube em sua vida. E não aceitava que alguém colocasse o Sport em segundo plano.

– Discordo de quem disse que dentre as coisas menos importantes da vida, a mais importante é o futebol. O Sport, para mim, é – e sempre foi – uma das coisas mais importantes na minha vida – relatou o escritor, em conversa com o GloboEsporte.com, em 2012.

Frequentador assíduo da Ilha do Retiro, Suassuna guardava duas vitórias sobre o Corinthians como as mais marcantes na trajetória pessoal como torcedor. A primeira, no dia em que subiu o alambrado, na década de 50, para comemorar um triunfo por 2 a 1, em um amistoso contra o Timão. A segunda, e mais emblemática, foi final da Copa do Brasil, em 2008. Enquanto Corinthians e Sport se preparavam para a decisão da partida, cerca de 35 mil pessoas ovacionaram o escritor que, emocionado, chegou a comparar aquele dia ao do lançamento de uma de suas obras mais conhecidas, o Auto da Compadecida.

– Quando o primeiro tempo acabou em 2 a 0, foi aí que tive mais medo ainda, mas depois fomos tomados por uma alegria incrível. Fui direto para casa, mas confesso que demorei muito a dormir, tomado pela emoção, que foi semelhante ao lançamento do “Auto da compadecida”, em 25 de janeiro de 1957, no Rio de Janeiro. Na ocasião, todas as peças que nos antecederam foram vaiadas, mas nós fomos aplaudidos, aclamados pelo público. Senti o mesmo que uma vitória do meu Sport – disse o escritor, em entrevista ao GloboEsporte.com, em 2012.

– Sou rubro-negro dos pés à cabeça. Brancos só os cabelos, que já estão caindo – chegou a afirmar.

Fonte: globo.com – Postado às 20:16

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Editores

Sérgio Leandro

Formado em Administração de Empresas, Especialização em RH, Analista em Esportes.
 
Equipe formada por:
 
Enquetes

O desempenho do Brasil nas Olímpiadas Rio 2016 em relação a Londres 2012, 3 Ouros, 5 Pratas e 9 Bronzes vai ser:

  • Melhor (70%, 7 Votes)
  • Pior (20%, 2 Votes)
  • Igual (10%, 1 Votes)

Total Voters: 10

Carregando ... Carregando ...
Parceiros

Arquivos
Facebook Likes